As Cavalhadas de São Pedro são uma tradição secular que toma lugar todos os anos a 29 de junho, sendo uma festividade cultural que espelha o feriado municipal da Ribeira Grande.
Esta tradição, além de honrar a elevação deste concelho a cidade, surgiu como uma forma de agradecer a São Pedro – padroeiro da freguesia de Ribeira Seca -, pelo facto da erupção vulcânica de 1563 não ter danificado a igreja nem a respetiva imagem de São Pedro. Após este acontecimento, os ribeiragrandenses levaram um governador seu a vir, cavalgando, acompanhado por mordomos do Espírito Santo.
Um grupo de homens, vestidos com roupas brancas ornamentadas com flores de várias cores, chapéus negros ornados com ouro e fitas vermelhas, montam os seus cavalos e cavalgam pelas ruas da Ribeira Grande.
O desfile dos cavaleiros abre com o Rei ou “Maioral” com dois lanceiros a seu lado. Atrás desse tridente, seguem dezenas de cavaleiros e, no meio, aparecem 3 corneteiros. No fim da marcha, surgem outros dois lanceiros.

Cavalhadas de São Pedro (Fotografia de Acácio Amaral)
Esta tradição inicia-se com uma concentração dos cavaleiros no Solar da Mafoma, onde estes são submetidos a uma avaliação via júri que aplicam um regulamento municipal. Nesta avaliação, são valorizados aspetos como o uso da sela portuguesa, a postura correta de montar o cavalo e a ornamentação do cavaleiro e do cavalo.
Os cavaleiros são 7 voltas – conhecidas por serem os 7 dons do Espírito Santo – ao redor da embaixada de São Pedro, ou seja, à volta da igreja de São Pedro da Ribeira Seca. Depois, a marcha continua até aos Paços do Concelho da Ribeira Grande e são dadas 3 voltas à volta do Jardim Municipal, alusivas à Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo).
Falar das Cavalhadas de São Pedro, também é falar das Alâmpadas. São a reprodução de um lampadário feito com arranjos florais de hortênsias e bordões de São José. Além de flores, também incluem frutas da época, tais como: o milho, o pepino, a laranja, um ananás, entre outros. Estas alâmpadas ornamentam as ruas e são penduradas pelas casas do concelho, traduzidas numa oferenda a São Pedro.

Alâmpadas